O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reuniu-se com os líderes do Conselho Europeu, em Bruxelas, na quinta-feira, 19 de dezembro. Em seu perfil, no x, Zelensky comentou sua participação no encontro, enfatizando a importância de esforços coordenados a fim de que seja obtida uma paz duradoura.
Para Zelensky, cessar-fogo requer clareza sobre o futuro da Ucrânia. É preciso “ter em mente o que acontecerá amanhã para ter um cessar-fogo hoje, caso contrário, você apenas congela o conflito”, disse ele enfatizando que a Ucrânia quer terminar a guerra, mas que uma “paz estável” requer “posição forte e garantias de segurança”.
Em sua postagem no X, o presidente ucraniano – que já desmascarou algumas vezes a hipocrisia de Lula em relação à guerra em curso – deixou um recado para o Brasil e o restante do chamado Sul Global:
“Devemos garantir que a China, a Índia, a Arábia Saudita, o Brasil e outros parceiros do Sul Global não apenas respeitem a integridade territorial da Ucrânia, mas também usem sua influência sobre a Rússia. A Europa deve envolver esses países, pois eles podem pressionar a Rússia a respeitar o princípio da integridade territorial, alinhando-se com seus próprios interesses e aproximando a paz.
Paz justa
Zelensky também comentou sobre a proposta francesa de enviar tropas para a Ucrânia após um acordo de paz:
“Apoiamos a iniciativa da França de criar um contingente militar na Ucrânia como parte dessas garantias e convocamos outros parceiros a se juntarem a esse esforço, pois isso ajudará a pôr fim à guerra. Europa e América podem levar a guerra ao fim, com paz justa e confiável. Para os EUA aplicarem pressão total, a Europa precisa de uma posição clara”.
Segundo o presidente da Ucrânia o que fará a Rússia reconhecer a necessidade de paz será uma clareza geopolítica para a Ucrânia e a Europa – convidando a Ucrânia a aderir à Otan e também um progresso claro na adesão da Ucrânia à UE.
Além disso, o reforço da defesa ucraniana com as armas prometidas, a ampliação dos sistemas de defesa aérea, além de mais investimentos na produção de armas na Ucrânia e na Europa e o aumento das sanções à Rússia provarão que a Rússia está na guerra.
Fonte: O Antagonista


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