Países da OMS adotam acordo global sobre pandemia; EUA não aderem

Reuters – Os membros da Organização Mundial da Saúde adotaram um acordo nesta terça-feira (20) para se preparar melhor para futuras pandemias após a resposta global desarticulada à covid-19. A ausência dos Estados Unidos, no entanto, colocou em dúvida a eficácia do tratado. Após três anos de negociações, o pacto juridicamente vinculativo foi aprovado pela Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra. Os países membros da OMS saudaram a aprovação com aplausos. O pacto foi apresentado como uma vitória para os membros da agência global de saúde em um momento em que organizações multilaterais como a OMS foram prejudicadas por cortes acentuados no financiamento externo dos EUA.

O pacto garantirá que medicamentos, terapias e vacinas sejam acessíveis globalmente quando a próxima pandemia ocorrer. Ele exige que os fabricantes participantes aloquem uma meta de 20% de suas vacinas, medicamentos e testes para a OMS durante uma pandemia para garantir que os países mais pobres tenham acesso. Os negociadores dos EUA, entretanto, abandonaram as discussões sobre o acordo depois que o presidente Donald Trump iniciou um processo de 12 meses para retirar os EUA – de longe o maior apoiador financeiro da OMS – da agência quando assumiu o cargo em janeiro. Diante disso, os EUA, que investiram bilhões de dólares no desenvolvimento de vacinas durante a pandemia da covid, não estariam vinculados ao pacto. E os estados membros da OMS não sofreriam penalidades se não o implementassem.