Empresário achado em buraco teve morte violenta por asfixia, diz laudo

O empresário encontrado sem vida no buraco de uma obra no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo teve uma morte violenta por asfixia, aponta laudo pericial. Os resultados dos exames necroscópicos feitos pela Polícia Técnico-Científica sobre a morte de Adalberto Amarilio Júnior foram entregues à Polícia Civil, que investigava o caso inicialmente como morte suspeita a esclarecer. Policiais ainda apuram se ele foi asfixiado por esganadura ou se sofreu uma compressão torácica – devido a queda no buraco.

Desaparecimento

Adalberto havia sumido em 30 de maio depois de ir a um evento sobre motociclismo no autódromo. Seu corpo foi encontrado em 3 de junho por um funcionário da obra dentro do buraco. Ele estava sem as calças e o sapato.

Quem matou Adalberto?

A polícia foi enfática ao descartar as hipóteses de roubo (latrocínio) e de queda acidental. O latrocínio foi refutado porque, apesar de uma câmera acoplada ao capacete ter desaparecido, outros objetos de valor como jaqueta – avaliada em quase R$ 3 mil -, celular, dinheiro e cartões de crédito permaneceram com a vítima.

Uma queda acidental também foi considerada improvável, pois a vítima teria se debatido ou tentado sair do buraco, e não tiraria as roupas.

A suspeita de envolvimento de um funcionário da região é uma possibilidade considerada, dado que o local do corpo e onde o carro da vítima foi estacionado estão a mais de 1 km de distância. Isso leva à teoria de que o autor poderia ter conhecimento prévio do local.