O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (29) que a corporação ainda não sabe se os oito foragidos da Operação Carbono Oculto estão no Brasil ou se já deixaram o país. A megaoperação, deflagrada na quinta-feira (28), mirou a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis e cumpriu apenas 6 dos 14 mandados de prisão expedidos. A PF vai investigar se houve vazamento.
“A gente não sabe se esses foragidos estão no Brasil ou fora. Essa é uma informação que não temos ainda”, disse Rodrigues ao Estúdio i, da GloboNews.
Entre os oito foragidos, de um total de 14 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal, estão os principais suspeitos de comandar a poderosa rede criminosa que contaminou o setor de combustíveis: Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”.
Apesar da falta de informação sobre a localização, Rodrigues ressaltou que a PF tem capacidade para realizar uma busca global pelos alvos.
Balanço das operações
Três grandes operações deflagradas ontem colocaram o setor de combustíveis e o crime organizado no centro das atenções, revelando um esquema bilionário de fraudes com participação direta do PCC.
Somadas, as três operações resultaram no cumprimento de mais de 400 mandados judiciais, incluindo 14 de prisão (sendo seis realizados) e centenas de buscas e apreensões, em pelo menos oito estados do País. As investigações apontam que os grupos criminosos movimentaram, de forma ilícita, aproximadamente R$ 140 bilhões.
As ações, descritas pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, como as maiores da história contra a facção, mobilizaram mais de 1.400 agentes em oito estados e miraram desde redes de postos de combustíveis até fundos de investimento.
A Operação Carbono Oculto foi executada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo). O foco foi um esquema de fraudes na cadeia de combustíveis que envolvia adulteração de produtos, venda de volume menor do que o registrado e importação irregular de metanol pelo Porto de Paranaguá.


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