O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), conhecido como prefeito tiktoker, foi afastado do cargo na manhã desta quinta-feira (6/11), no âmbito da Operação Copia e Cola, da Polícia Federal, que apura desvios na área da saúde. Nas redes sociais, ele afirmou que não vai “desistir” de Sorocaba e nem do Brasil (veja abaixo).
“Hoje, um dia depois de eu estar em frente ao Palácio da Justiça, onde fui falar do Exército lá, para por o Exército na rua, me afastaram. Mas eu quero dizer para vocês, que eu não vou desistir de Sorocaba, não vou desistir do Brasil. Isso que eles estão tentando fazer vai fazer o nosso nome soprar ainda mais, porque o Deus do impossível não falha”, afirmou Manga em seu perfil no Instagram.
Em nota sobre seu afastamento, a defesa de Manga diz que está adotando as medidas jurídicas cabíveis para “corrigir e reformar” o que chamou de ilegalidade. O texto afirma que a investigação da Polícia Federal de Sorocaba foi iniciada de forma ilegal e conduzida por autoridade “manifestamente incompetente”, sendo, portanto, nula.
“Além disso, é fruto de perseguição política, não havendo nada de concreto a relacionar o prefeito nesse inquérito policial. Ademais, indiscutivelmente temerário o afastamento do prefeito baseado em ilações sobre supostas irregularidades investigadas. Os supostos fatos remontam ao ano de 2021, o que demonstra a ausência de qualquer contemporaneidade capaz de colocar em risco a continuidade do exercício do legítimo mandato do chefe do Executivo Municipal”, diz a nota, assinada pelos advogados Daniel Bialski, Bruno Garcia Borragine, André Mendonça Bialski, Flávia Maria Ebaid, Julia Zonzini e Victória Lee.
Operação da PF
Dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão foram expedidos em Sorocaba. A operação da PF investiga irregularidades em contratos da saúde da Prefeitura do município.
Além dos mandados, a Justiça também determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens de investigados, no valor aproximado de R$ 6,5 milhões, e a aplicação de medidas cautelares como suspensão de função pública e proibição de contato com determinadas pessoas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal.
A operação é um desdobramento da operação Copia e Cola, que começou em abril deste ano, com o objetivo desarticular uma organização suspeita de desvios de recursos públicos na área da saúde por meio de contrato emergencial e termo de convênio destinados à gestão de unidades de saúde.
Segundo a PF, a análise do material apreendido na primeira fase da operação, deflagrada em 10 de abril de 2025, permitiu identificar novas pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas no esquema, que são alvos das diligências realizadas nesta data.
Fonte: Metrópoles


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