Yasmin Amorim, de 12 anos, morreu nesta sexta-feira (6) em Cascavel, no oeste do Paraná. Ela era portadora de um tipo de câncer agressivo chamado neuroblastoma e ficou conhecida depois que empresários desviaram R$ 2,5 milhões do tratamento dela.
A informação foi confirmada pela família de Yasmin. Atualmente, ela estava internada no Hospital do Câncer de Cascavel.
Nas redes sociais, a mãe de Yasmim, Daniele Aparecida Campos, informou que a filha teve uma piora no estado de saúde na madrugada desta sexta-feira. Por isso, uma corrente de oração estava marcada para acontecer em frente ao hospital por volta das 20h, mas a menina não resistiu.
Entenda o caso
Em 2024, uma decisão da Justiça determinou que o governo do Paraná custeasse um medicamento importado chamado Danyelza para o tratamento de Yasmin.
Contudo, após o valor ser liberado, a empresa contratada para fazer a importação, Blowout Distribuidora, Importação e Exportação Eireli, não entregou o medicamento. Ao invés disso, segundo a Justiça, os acusados forneceram à vítima um medicamento genérico e em menor quantidade do que a necessária.
A decisão ressaltou que “ambos os acusados abusaram da reputação de suas empresas, atuantes no ramo farmacêutico, para conquistar a confiança das vítimas, proceder que reduziu totalmente a resistência do patrimônio destas, significando a necessidade de maior reprovação penal, pelo maior conteúdo do injusto”.
Após a fraude, o governo do Paraná autorizou uma nova compra emergencial da medicação. A criança concluiu a primeira fase do tratamento no fim de 2024, mas não teve efeito significativo. A segunda fase foi iniciada em 2025, mas o protocolo ainda não foi concluído.


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