O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (10/7) que deixou instruções para que as Forças Armadas lancem um ataque de grandes proporções contra o Irã caso seja assassinado. Segundo o republicano, a retaliação seria de uma intensidade “nunca antes vista” pelo regime iraniano.
Em entrevista ao New York Post, Trump disse acreditar que permanece como um dos principais alvos de Teerã e que o governo iraniano tenta matá-lo há anos. Segundo ele, já há uma orientação para que o Irã seja bombardeado “em níveis que eles nunca viram antes” caso um atentado contra sua vida seja concretizado.
“Estou na lista deles há muito tempo. É com isso que estamos lidando”, revelou Trump. “A questão é que deixei instruções: se algo acontecer, é para bombardeá-los, literalmente, em níveis que eles nunca viram antes”, acrescentou.
O presidente negou ter recebido de Israel informações de inteligência sobre um novo plano iraniano para assassiná-lo, mas reiterou que considera ocupar o primeiro lugar na lista de alvos do regime. “Sou o número um na lista deles. É assim que a vida é”, afirmou.
Relatório israelense apontou suposto plano iraniano
As declarações ocorrem depois de a CNN Internacional revelar que os serviços de inteligência de Israel entregaram ao governo norte-americano um relatório indicando que o Irã teria elaborado um plano para assassinar Trump.
Segundo a emissora, duas fontes com conhecimento do assunto afirmaram que o documento foi entregue diretamente ao presidente dos Estados Unidos.
Ainda de acordo com a reportagem, integrantes do governo americano avaliam que o compartilhamento dessas informações por Israel também poderia ter o objetivo de influenciar as decisões da Casa Branca sobre o conflito com o Irã.
Na quarta-feira (9/7), Trump voltou a mencionar a suposta ameaça durante uma conversa com jornalistas.
“Estou em todas as listas. Vi isso esta manhã. Até agora tive um pouco de sorte, mas talvez isso não dure muito. Essas pessoas são más, são doentes. Temos que erradicar esse câncer”, afirmou.
Trump afirma fim do cessar-fogo
Trump anunciou que considera encerrado o memorando de entendimento firmado entre Washington e Teerã em junho, que previa uma trégua temporária para permitir negociações em busca de um cessar-fogo definitivo.
Segundo o presidente norte-americano, apesar de o Irã ter solicitado a retomada das conversas, os Estados Unidos informaram que o acordo “acabou”.
“A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as conversas. Concordamos em fazê-lo, mas deixamos claro que o cessar-fogo acabou”, afirmou.
O entendimento havia sido firmado em 17 de junho e previa uma pausa de 60 dias nos confrontos para que os dois países buscassem uma solução diplomática para o conflito.
No entanto, desde terça-feira (8/7), Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques militares.
Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), aviões norte-americanos bombardearam mais de 170 alvos em território iraniano nos últimos dias.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã lançou mísseis contra bases militares americanas localizadas no Catar, Kuwait e Bahrein.
Israel ameaça ampliar ofensiva
Nessa quinta-feira (9/7), o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) estão preparadas para retomar os bombardeios contra o território iraniano “com ainda mais força”.
Do lado iraniano, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohammad Baqer Zolqadr, advertiu que qualquer novo ataque à infraestrutura do país será respondido “na mesma moeda” e indicou que Israel continuará entre os principais alvos de uma eventual retaliação iraniana.



Relacionadas
Senador Cleitinho insinua que Virgínia deveria ser presa por divulgar bets
Professora morre por doença do pombo em escola de Manaus
3° temporada da série bíblica “Casa de Davi” é confirmada pela Prime Video