Lula admite encontro com Vorcaro

Lula admite encontro com Vorcaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, confirmou nesta quinta-feira, 10, que se reuniu com Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, no Palácio do Planalto. Na mesma sabatina do SBT Brasil, o petista defendeu que os órgãos competentes investiguem ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes, caso existam suspeitas de irregularidades.

Segundo Lula, o encontro com Vorcaro durou cerca de meia hora. O então controlador do Banco Master teria procurado o presidente para reclamar de uma suposta perseguição contra a instituição financeira.

“Daniel Vorcaro veio conversar comigo no Palácio do Planalto”, afirmou. “Ele e outro rapaz disseram que estavam perseguindo o banco dele. Eu disse que o Banco Master seria analisado como qualquer banco”.

Lula disse que o governo não tinha interesse em fechar o banco, mas que a instituição precisava operar de acordo com as regras.

“Ninguém tem interesse em fechar banco. Agora, você tem que estar correto. Como não estava, nós fechamos.”

A reunião ocorreu em dezembro de 2024, cerca de um mês depois de o Banco Central iniciar uma apuração sigilosa sobre os problemas de liquidez do Banco Master.

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega intermediou o encontro, que ocorreu fora da agenda oficial do presidente. Rui Costa, ministro da Casa Civil, e Gabriel Galípolo, a quem o Senado já havia escolhido e aprovado para comandar o Banco Central, mas que ainda não tinha tomado posse, também participaram da reunião.

Lula defende investigação de ministros do STF

Ao falar sobre Alexandre de Moraes, Lula afirmou que as autoridades competentes devem investigar qualquer autoridade sob suspeita, independentemente do cargo que ocupa.

O petista declarou que o país deve investigar todas as pessoas sob suspeita de cometer qualquer equívoco, desde o presidente da Suprema Corte ao presidente da República, e do catador de papel mais simples ao empresário mais rico, ressaltando que essa apuração é essencial para manter a credibilidade do Poder Judiciário.

O presidente citou nominalmente Moraes e os ministros André Mendonça e Edson Fachin. “Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar”, afirmou. “Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, ele tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da nossa Constituição. A lei acima de tudo e a verdade sempre soberana”.