Drones atingem refinaria e matam dois em Moscou durante votação

Ataque de drones atinge refinaria em Moscou no último dia de eleição na Rússia

Uma ofensiva aérea com drones atribuída à Ucrânia resultou na morte de duas pessoas e atingiu uma refinaria de petróleo em Moscou neste domingo (20). O bombardeio ocorreu no encerramento das eleições parlamentares da Rússia, atingindo também áreas residenciais na região metropolitana da capital.

Danos a estruturas urbanas e vítimas registradas

As fatalidades foram confirmadas pelo governador regional, Andrei Vorobyov. As vítimas são uma mulher de 44 anos e um homem idoso, que estavam em diferentes localidades da região moscovita no momento dos impactos.

Além da infraestrutura energética, um projétil atingiu um edifício residencial de 21 pavimentos. A gravidade dos danos forçou a evacuação de emergência de cerca de 400 moradores, incluindo 70 crianças, mobilizando as equipes locais de resgate e defesa civil.

Ataques contra a infraestrutura energética

De acordo com o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, os sistemas antiaéreos russos interceptaram mais de 1.600 veículos aéreos não tripulados desde o último sábado, com cerca de 450 aparelhos direcionados especificamente à capital. Apesar dos bloqueios, destroços e drones conseguiram atingir o parque de refino moscovita.

Embora Kiev costume manter reserva sobre incursões em áreas civis, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que as forças do país realizaram operações de longo alcance contra instalações logísticas e petrolíferas da Rússia. O mandatário destacou que o objetivo das ações é degradar os complexos industriais que financiam os esforços militares russos.

Cenário político e contexto eleitoral tenso

A investida militar coincidiu com o terceiro e derradeiro dia de votação para a Duma, a Câmara Baixa do Parlamento russo. Este é o primeiro pleito legislativo promovido por Moscou desde a deflagração da invasão em larga escala do território ucraniano, ocorrida no início de 2022.

Autoridades do governo russo classificaram a ofensiva militar e as tentativas de invasões cibernéticas contra os sistemas de votação eletrônica como estratégias para desestabilizar o processo eleitoral. O pleito ocorre sob forte vigilância estatal e sem a presença de opositores que contestem abertamente o conflito bélico em andamento.