O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reagiu ao desafio de Lula para a abertura de sigilos e elevou a cobrança sobre o petista ao protocolar, nesta quarta-feira (21), uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitando abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, inclusive de empresas das quais é sócio ou administrador e as mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em contrapartida, Flávio exige que Lula também autorize a quebra de sigilos de familiares e assessores, incluindo o Lulinha e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além da divulgação integral dos gastos do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, informações sobre despesas e agenda da primeira-dama Janja da Silva, registros de visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada e dados sobre as relações do governo com Vorcaro e outros investigados no caso das fraudes contra aposentados do INSS.
A campanha de Flávio argumenta ainda que Lula utilizaria linhas telefônicas de assessores, o que, segundo a defesa, tornaria insuficiente uma eventual abertura apenas do sigilo telefônico do presidente.
Com a iniciativa, Flávio coloca Lula diante de uma escolha direta: aceitar uma abertura ampla e recíproca dos dados ou explicar por que as mesmas exigências que o petista faz ao adversário não poderiam ser aplicadas ao próprio governo e ao círculo mais próximo do presidente.



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