O Ministério Público de São Paulo (MPSP) terá acesso integral à infraestrutura tecnológica do Smart Sampa para subsidiar apurações criminais e acelerar medidas protetivas no município. A integração entre a administração municipal e o órgão ministerial foi oficializada por meio de dois termos de cooperação técnica.
Notificação ágil de agressores e combate à violência contra a mulher
Um dos eixos centrais da iniciativa é liderado pelo Núcleo de Gênero do Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim). A ferramenta será utilizada para rastrear o paradeiro de infratores com decisões judiciais pendentes, com o objetivo de notificá-los formalmente sobre ordens de distanciamento de vítimas de violência doméstica.
Dados do próprio MPSP apontam um gargalo relevante nesse processo: aproximadamente 40% dos agressores não são encontrados pelos meios tradicionais para tomar ciência das restrições legais. O termo firmado para essa finalidade possui vigência inicial fixada em 60 meses, com cláusula de prorrogação.
De acordo com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), o reforço tecnológico é decisivo para fechar essa lacuna processual, garantindo que a comunicação dos mandados ocorra a tempo de resguardar a integridade física de companheiras e ex-companheiras.
Gaeco utilizará tecnologia no enfrentamento ao crime organizado
Em paralelo, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contará com as ferramentas de inteligência do sistema para identificar rotas de fuga, registrar movimentações e reconhecer suspeitos. Esse termo terá duração de 12 meses, com possibilidade de renovação.
O promotor de Justiça Luiz Fernando Bugiga Rebellato destacou que a captação e o cruzamento de imagens trarão ganhos operacionais para as equipes de campo, permitindo intervenções mais assertivas tanto na repressão quanto na prevenção de delitos complexos na capital paulista.
Expansão do Smart Sampa na capital paulista
Atualmente, o ecossistema do Smart Sampa opera com 58 mil câmeras ativas espalhadas por pontos estratégicos da cidade. A meta da Prefeitura de São Paulo é ampliar esse contingente com a adição de outros 20 mil dispositivos no curto prazo.
Além da ampliação física de cobertura, a gestão municipal planeja incorporar novas funcionalidades analíticas à plataforma, consolidando o monitoramento eletrônico como um dos principais suportes operacionais da segurança pública e do Poder Judiciário na metrópole.




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