Os governadores tucanos João Doria, de São Paulo, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, trocaram farpas sobre a posição do PSDB na votação da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados. O tema foi tratado no debate entre os pré-candidatos da legenda ao Palácio do Planalto, que incluiu também o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. O encontro foi organizado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.
Perguntado sobre o tema por uma das jornalistas que participava do evento, Doria disse que a PEC dos Precatórios, que flexibilizou o teto para permitir mais gastos do governo era “uma prática execrável” e defendeu a posição adotada pelos parlamentares de São Paulo na ocasião das votações na Câmara.
“Quero resgistrar aqui que os sete deputados do PSDB de São Paulo votaram contra. Votaram a favor do povo brasileiro e contra essa prática execrável proposta pelo governo Bolsonaro”, disse Doria, afirmando que a legenda é de “oposição” e não de “adulação”.
Eduardo leite perguntou, então sobre os parlamentares que são apoiadores de doria e apoiaram a medida.
“Tem outros deputados que te apoiam na nossa bancada e que votaram a favor da proposta. Você os considera irresponsáveis e inconsequentes também?”, questionou Leite, ao que Doria reagiu:
“Os três parlamentares do PSDB que você comanda no Rio Grande do Sul votaram com o governo Bolsonaro. Aliás, vêm fazendo isso há vários meses. Não é de agora. Não é apenas nessa medida. E os três parlamentares que coordenam a sua campanha, respectivamente, (os mineiros) Aécio Neves, Paulo Abi-Ackel e Rodrigo de Castro, não só votaram a favor do governo e de Jair Bolsonaro como Rodrigo de Castro orientou os parlamentares para que se votassem a favor do governo, a favor desta execrável medida de ruptura do teto de gastos”, criticou Doria.
Eduardo Leite disse, então, que não “comanda” deputados no Rio Grande do Sul, mas que apenas apresenta argumentos, e que Doria estaria desinformado sobre a quantidade de parlamentares da legenda, pois seriam apenas dois deputados do Rio Grande do Sul. Doria completou que o colega deveria então “melhorar seus argumentos” pois a bancada gaúcha continuava apoiando Bolsonaro.



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