O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acompanhou, de São Miguel dos Milagres, Alagoas, os desdobramentos da operação “Contragolpe”, deflagrada pela Polícia Federal hoje (19). A ação prendeu quatro militares do Exército e um policial federal, acusados de supostamente planejar um atentado contra o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.
Durante uma pescaria com Gilson Machado (PL), ex-ministro do Turismo e anfitrião de Bolsonaro na região, o ex-presidente criticou a operação e a classificou como uma tentativa de “teatro político”. Segundo Bolsonaro, a ação teria como objetivo projetar a imagem de Lula como um “democrata” no cenário internacional, especialmente em meio à 19ª cúpula do G20, que ocorre no Rio de Janeiro.
“Estão fazendo isso agora, durante o G20, para mostrar algo que não existe, como se estivessem lidando com supostos golpistas. É tudo narrativa”, teria dito Bolsonaro a aliados, segundo fontes próximas. Ele evitou entrar em detalhes sobre a operação, mas reiterou seu descontentamento com o que considera uma politização das instituições.
“É mais um episódio de perseguição e tentativa de desviar o foco de outros problemas do governo”, comentou Bolsonaro a pessoas próximas.
A operação da PF investiga uma organização acusada de planejar um atentado contra Lula e o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, logo após as eleições de 2022. A investigação também apura possíveis articulações para restringir a atuação do Poder Judiciário.




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