Uma violenta manifestação da “geração Z” ocorrida na Cidade do México, capital do país, terminou com pelo menos 120 pessoas feridas, incluindo 40 policiais, e 20 presas.
O ato, que reuniu milhares de pessoas, protestou contra as políticas do governo da esquerdista Claudia Sheinbaum em relação ao crime violento, acusando-a de cumplicidade com narcotraficantes.
Os manifestantes marcharam na Praça Zócalo, a principal da capital, após o choque causado em todo o México pelo recente assassinato de Carlos Manzo, prefeito de Uruapan, no estado de Michoacán, que se destacou por declarar guerra ao crime organizado.
Morte de prefeito
A Procuradoria-Geral do Estado de Michoacán, no México, identificou na semana passada um jovem de 17 anos como o suposto autor do assassinato do prefeito de Uruapan, Carlos Manzo, ocorrido na noite de sábado (1°/11), durante uma Festa das Velas.
“Trata-se de Víctor Manuel Ubaldo Vidales, de 17 anos, natural e residente no município de Paracho”, informou Carlos Torres Piña, procurador-geral de Michoacán, em um vídeo publicado no Facebook.
Ubaldo Vidales foi morto momentos depois, no mesmo local do ataque a Manzo, e uma arma de fogo foi apreendida.
O procurador-geral explicou que um teste de rodizonato de sódio foi realizado no jovem, “confirmando a hipótese de seu envolvimento no crime”. Esse teste é usado para detectar resíduos metálicos de disparos de armas de fogo, de acordo com a Federação Mexicana de Criminologia e Criminalística.
Com o avanço das investigações, as autoridades determinaram que mais de duas pessoas participaram do assassinato de Manzo e que o homicídio está relacionado a grupos do crime organizado, afirmou Torres Piña.



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