O Exército autorizou a aposentadoria antecipada do tenente-coronel Mauro Cid, condenado a dois anos de reclusão em regime aberto por participação em trama golpista. Com o aval do comandante general Tomás Paiva, Cid deixa o serviço ativo no próximo dia 31 de janeiro. A saída antecipada garante ao militar benefícios financeiros significativos, incluindo uma ajuda de custo proporcional a oito salários que pode chegar a R$ 500 mil em indenizações totais e proventos proporcionais.
Cid, que serviu por 29 anos e 11 meses, solicitou a “cota compulsória”, mecanismo que permite a transferência para a reserva com salário equivalente ao tempo de serviço. Como contrapartida, o militar deverá desocupar a casa funcional que ocupa em Brasília no prazo de 90 dias. A delação premiada de Mauro Cid é alvo de críticas severas por parte de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que o classificam como “não confiável” e questionam a validade de seus depoimentos às autoridades.


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