Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) acreditam que foram gravados clandestinamente por Dias Toffoli na sessão secreta que, ontem (12), decidiu pela saída dele da relatoria do processo do Banco Master. Os diálogos vieram à tona em reportagem do site Poder360. O texto reproduz as palavras dos ministros de forma literal e precisa. O ministro negou à coluna ter feito qualquer registro. “Não gravei e não relatei nada para ninguém”, afirma ele. Em seguida, levantou a suspeita de que algum funcionário do setor de informática pode ter feito a gravação.
Magistrados afirmaram à coluna que a situação é sem precedentes, de perplexidade e desconforto, gerando uma quebra de confiança inédita. Disseram ainda que os diálogos selecionados por quem fez a gravação trazem apenas trechos favoráveis a Toffoli e não mostram a complexidade do que foi discutido na sessão.
E publica falas literais dos ministros. Uma das falas é de Cármen Lúcia, que mostraria que ela estava na reunião com a intenção de sacrificar Toffoli para recuperar a imagem do STF. A fala é a seguinte: “Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo”. Disse ainda que, apesar de ter “confiança” em Toffoli, era necessário “pensar na institucionalidade”.
Toffoli deixa relatoria de investigação sobre o Banco Master
O ministro Dias Toffoli pediu para deixar a relatoria do inquérito que trata das fraudes do Banco Master.

O pedido foi feito após reunião convocada ontem (12) pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para tratar do relatório da investigação da PF que apontou menções ao ministro encontradas em mensagem de celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Ainda ontem, foi decidido que André Mendonça assumiria o caso.
Durante reunião, que durou cerca de três horas, os ministros tomaram ciência do relatório da PF que mostra menções a Toffoli no celular de Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão. A menção está em segredo de Justiça.
Os ministros também ouviram a defesa de Toffoli, que pediu para continuar na relatoria do caso.
Contudo, diante da pressão para deixar o caso, o ministro aceitou deixar o comando do processo, que teve novo relator.


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