Após rejeitar o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz, países europeus e o Japão disseram nesta quinta-feira (19) que estão “prontos” para se juntar aos “esforços” para liberar a passagem pelo canal marítimo.
Em um comunicado conjunto, governos de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão afirmaram ainda que vão tomar medidas para estabilizar o mercado de energia, afetado pelos ataques do Irã a infraestruturas no Golfo Pérsico. O preço do petróleo disparou após os novos ataques.
A nota é um aceno ao governo de Donald Trump, que havia criticado os aliados após eles negarem o pedido por embarcações militares para escoltar navios comerciais no estreito. Nesta quinta-feira (19), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, chamou os países europeus de “ingratos”.
EUA fazem ataque na costa do Irã para tentar reabrir o Estreito de Ormuz
O Comando Central dos EUA disse ter utilizado na terça-feira (17) bombas de penetração profunda contra baterias anti-embarcações do Irã ao longo do Estreito de Ormuz. O objetivo dos americanos é reabrir o estreito, que o Irã mantém fechado desde o início da guerra.
“Horas atrás, as forças americanas empregaram com sucesso múltiplas munições de penetração profunda de 5.000 libras [cerca de 2.300 kg] contra posições fortificadas de mísseis iranianos ao longo da costa do Irã, perto do Estreito de Ormuz. Os mísseis de cruzeiro antinavio iranianos nessas posições representavam um risco para a navegação internacional no estreito”, diz o comunicado do Comando Central militar americano.
O Estreito de Ormuz é uma das principais vias marítimas de passagem de navios transportando petróleo no mundo. O governo iraniano e a Guarda Revolucionária declararam o estreito fechado para navios dos EUA, Israel e Europa. Cerca de 20% a 25% do petróleo mundial passa por Ormuz.

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