O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) afirmou neste domingo, 1º, que pretende disputar a Presidência da Câmara dos Deputados em 2027 caso o PL não apresente um candidato para a disputa. Em vídeo publicado no Instagram, o parlamentar declarou que já orientou sua equipe a preparar a candidatura e criticou o atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
“Se o PL não apresentar um candidato competitivo à Presidência da Câmara dos Deputados, eu serei candidato”, escreveu em nota. Em seguida, no vídeo, fez críticas diretas a Motta: “Não vou ser governado por um presidente frouxo, mole como o Hugo Motta”.
Zé Trovão também rejeitou a possibilidade de apoiar Motta ou Davi Alcolumbre em troca de cargos e acordos políticos. “Minha posição está definida: não contem com meu apoio a Hugo Motta ou Davi Alcolumbre como parte de acordos por cargos e conveniências políticas”, declarou.
O deputado afirmou que a disputa pelo comando da Câmara envolve temas como a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Na nota, defendeu que a direita assuma a responsabilidade de disputar a Presidência da Casa e mantenha os compromissos apresentados durante a campanha eleitoral.
Hugo Motta articula apoio para permanecer no comando
A eleição para a Presidência da Câmara está prevista para fevereiro de 2027. Hugo Motta já reúne o apoio declarado de partidos que terão, juntos, 338 deputados na próxima legislatura. Para vencer a disputa, um candidato precisa obter ao menos 257 votos.
A aliança de Motta inclui legendas do Centrão e da esquerda. O PL, por sua vez, terá a maior bancada da Casa, com 121 deputados, mas ainda não definiu quem representará o partido na eleição.
A escolha deve entrar na pauta de uma reunião da bancada do PL marcada para quarta-feira, 4 de novembro. Até lá, a manifestação de Zé Trovão representa uma iniciativa individual, condicionada à decisão da legenda de apresentar ou não um nome competitivo.
Na nota, o parlamentar também defendeu a liberdade, a família e a Constituição. Ele afirmou que continuará trabalhando pela liberdade de Jair Bolsonaro e dos presos pelos atos de 8 de janeiro, dentro dos caminhos legais e constitucionais.

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