O Comando Vermelho (CV), oriundo do Rio de Janeiro, e o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, intensificaram sua presença em Minas Gerais nos últimos anos. O estado tornou-se corredor estratégico para dr0gas (c0caína e m4conha do Norte) e armas, devido à posição geográfica entre SP, RJ e rotas amazônicas.
Na última quinta-feira (28/5), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que agora considera as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A decisão do governo de Donald Trump repercute fortemente no Brasil, ganhando apoio da direita e sendo criticada pelo governo Lula (PT) e seus aliados.
Em Minas, o governador Mateus Simões (PSD) afirmou que a decisão do governo norte-americano apenas reconhece uma realidade já conhecida pelas forças de segurança do estado. “Os EUA reconheceram o óbvio: PCC e CV são organizações terroristas, não ‘questão social’”, escreveu ele em comunicado nas redes.
O delegado André Santos Pereira, especialista em Inteligência Policial e Segurança Pública, presidente da ADPESP e diretor de Estudos da ADEPOL-BR, alerta para a gravidade dessa expansão. Segundo ele, o Comando Vermelho e o PCC não se limitam mais apenas às capitais e regiões de fronteira.
“Temos o fenômeno claro de interiorização dessas facções. Elas estão dominando espaços no interior dos estados, conflagrando áreas, controlando não apenas as rotas de tráfico, mas também atividades lícitas, aplicando sanções a comerciantes locais, criando barreiras e, muitas vezes, impedindo a entrada do próprio Estado”, afirma o presidente da ADPESP.
Fonte: Metrópoles





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