O juiz federal aposentado Odilon de Oliveira defendeu, nesta sexta-feira (29), a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras pelos Estados Unidos. Responsável pela prisão de Fernandinho Beira-Mar, o magistrado afirmou concordar com a medida anunciada por Marco Rubio. Ao criticar a postura do Brasil como omissa e contemplativa, Odilon afirmou que as organizações praticam o chamado terrorismo político-administrativo. De acordo com o juiz, os grupos buscam a dominação do Estado para obter vantagens econômicas.
O que muda na prática?
A inclusão das facções na lista de sanções dos EUA (SDN List) gera severas consequências financeiras e jurídicas transnacionais:
Crime Federal por Apoio: Torna-se crime federal nos EUA fornecer qualquer “apoio material”, recursos, serviços ou treinamento para essas organizações.
Bloqueio de Bens: Quaisquer ativos, contas bancárias ou propriedades ligadas às facções em solo americano ou operadas por plataformas dos EUA são imediatamente congelados.
Restrições de Visto: Membros, financiadores e colaboradores identificados têm a emissão de vistos americanos sumariamente negada ou seus vistos atuais revogados, além de estarem sujeitos à deportação.
Risco para Empresas Terceiras: Bancos e empresas que operam globalmente, mesmo fora dos EUA, passam a evitar transações com suspeitos de ligação com as facções para não sofrerem punições do fisco e da justiça americana.





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