Bloco europeu afirma em documento que Brasil aplica muitos antimicrobianos para acelerar o crescimento do rebanho
Enquanto o presidente Lula e o Governo Federal só tem olhos para Donald Trump e os Estados Unidos, a União Europeia acaba de dar uma pancada na economia brasileira. A União Europeia oficializou, na 6ª feira (5.jun.2026), a decisão de retirar o Brasil da lista de países que cumprem com as regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e que, portanto, podem exportar carnes para o bloco.
Com a medida, o Brasil fica proibido de exportar carne para a União Europeia a partir de 3 de setembro. A UE é hoje o 2º maior mercado comprador de carnes do Brasil, atrás só da China. Eis a íntegra do documento da União Europeia proibindo a importação de carne do Brasil.
O bloco anunciou em 12 de maio que retiraria o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. A União Europeia só fica atrás da China como grande comprador de carne do Brasil
Segundo o documento publicado na 6ª feira (5.jun), o Brasil não apresentou informações exigidas pela Comissão Europeia que assegurem que a carne e outros produtos de origem animal do país cumprem os requisitos da UE sobre antimicrobianos.
Essas substâncias costumam ser aplicadas na pecuária para tratar ou prevenir infecções e acelerar o crescimento do rebanho. A legislação da UE proíbe o uso de antimicrobianos para estimular o crescimento ou aumentar rendimento dos animais, além de vetar a utilização de medicamentos considerados essenciais para o tratamento de infecções humanas.


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