A declaração de Janja veio após comentários de Malafaia sobre uma reunião promovida pela primeira-dama com mulheres evangélicas. Segundo ela, o pastor teria desqualificado as participantes do encontro. O líder religioso, no entanto, afirma que se referia, exclusivamente, à ausência de lideranças de projeção nacional no evento.
“Eu disse que eram mulheres sem expressão de liderança. Isso não significa que sejam pessoas sem valor. Uma pessoa pode não ter notoriedade pública e ainda assim ser importante para sua família, para sua igreja e para sua comunidade”, declarou Malafaia.
O pastor ironizou, também, o fato de ter sido citado pela primeira-dama. Para ele, as críticas demonstram a relevância que sua atuação possui no debate público.“Se eu fosse insignificante, não perderiam tempo falando de mim. Quem não tem importância é ignorado”, disse.
“Demônio da mentira”
Ao comentar o episódio, o pastor ampliou as críticas ao PT e afirmou que figuras conservadoras e lideranças evangélicas são frequentemente alvo de ataques políticos. Segundo ele, houve uma tentativa deliberada de atribuir a sua fala um significado que ela não possuía.
“Como eu digo que eles têm o demônio da mentira, está aí a prova. E o capeta pega em todo mundo, inclusive nela. Ela, para tentar me denegrir, disse que eu chamei mulheres de insignificantes”, afirmou.
O pastor também comentou sobre um declaração de Janja na qual ela afirmou não reconhecê-lo como pastor. Malafaia minimizou a fala e afirmou que sua trajetória religiosa não depende da validação de agentes políticos.
“Ela diz: ‘Eu não chamo ele de pastor porque eu não considero ele pastor’. Vou ficar sem dormir? Vai mudar alguma coisa para mim? Eu sou pastor de fato e de direita”, comentou.
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Crítica à carta do PT aos evangélicos
Nesta terça, o pastor publicou um vídeo nas redes sociais criticando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT após o partido lançar uma carta aos evangélicos que questiona o uso da fé na política.
“Manifestamos preocupação com a disseminação de notícias falsas, discursos de ódio e tentativas de manipulação da fé para fins políticos ou econômicos. O Evangelho nos chama à verdade, à honestidade e à responsabilidade. A religião não deve ser utilizada para dividir o povo brasileiro, mas para promover esperança, solidariedade e compromisso com o bem comum”, diz trecho da carta do PT divulgada nessa segunda-feira (8/6).
Na gravação, Malafaia argumenta que o partido não teria legitimidade para abordar o tema e afirma que a legenda utilizou discursos voltados ao eleitorado evangélico durante a campanha presidencial de 2022.
Malafaia também faz críticas a posições do governo relacionadas a costumes, família e religião, sustentando que o PT estaria cada vez mais distante do eleitorado evangélico brasileiro.
Fonte: Metrópoles
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