China liberta pastor de igreja subterrânea preso há 9 meses, após intervenção de Trump

Um pastor de uma das principais igrejas subterrâneas da China foi libertado após passar nove meses preso no país.

A soltura ocorreu menos de dois meses depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, pedir sua libertação ao líder chinês, Xi Jinping, durante um encontro em Pequim, segundo informaram neste sábado familiares e entidades de direitos humanos.

Após ser libertado, o pastor Ezra Jin Mingri desembarcou em Los Angeles, onde “finalmente se reencontrou com sua família”, escreveu Frances Hui, da Fundação Comitê para a Liberdade em Hong Kong, em publicação no X.

Jin e outros 17 líderes da Igreja Sião, que atua de forma clandestina na China, foram presos em outubro, em uma das maiores ações de repressão contra uma única igreja no país nas últimas décadas.

O caso intensificou as preocupações de organizações de direitos humanos sobre o aumento das restrições à liberdade religiosa promovidas pelo governo chinês.

‘Um milagre extraordinário’

Em comunicado, a família do pastor afirmou que a libertação de Jin ocorreu de forma surpreendentemente rápida.

Os familiares agradeceram ao presidente Trump pelo apoio e declararam acreditar que a soltura não teria sido possível sem a intervenção direta do líder chinês, Xi Jinping.

“Esperamos que isso seja um sinal de uma mudança positiva para as pessoas de fé na China e para as relações entre nossas duas nações”, afirmou a família no comunicado.

“Testemunhamos um verdadeiro milagre e estamos transbordando de alegria”, afirmou a família de Jin em um comunicado.

“Agradecemos a Deus por este tremendo milagre. Agradecemos também ao presidente Donald Trump e à sua administração por sua extraordinária liderança.”

Repercussão internacional

A prisão de Jin ganhou repercussão internacional após Trump revelar, durante o retorno de sua visita de Estado a Pequim, em maio, que havia discutido com Xi a detenção do pastor e também a do ativista pró-democracia de Hong Kong, Jimmy Lai, que permanece preso.

Fonte: Guiame