FUNCEX E JX FECHAM ALIANÇA ESTRATÉGICA EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL REGULATÓRIA

Mauro Souza e Matheus Depieri

O Brasil vem consolidando a sua posição como destino relevante de investimento estrangeiro direto, especialmente nos setores de infraestrutura portuária e aeroportuária, de minerais críticos e de matriz energética.

Nesse cenário, as Agências Reguladoras – ANEEL (Setor Elétrico), ANP (Petróleo e Gás), ANATEL (Telecomunicações), ANVISA (Vigilância Sanitária), ANS (Saúde), ANA (Água e Saneamento), ANTT (Transportes Terrestres), ANTAQ (Setor de Portos e Transportes Aquaviários), ANAC (Aviação Civil) e ANM (Setor de Mineração) — têm por atribuição atuar como elo de regulação, fiscalização, resolução de conflitos e correção de falhas do mercado.

Segundo a Associação Brasileira de Agências Reguladoras (ABAR), 70% do PIB brasileiro passa pela fiscalização de uma destas Agências. Não obstante, as informações advindas são fragmentadas, voláteis e de difícil acesso. Este estado de coisas custa tempo e dinheiro a empresas, investidores e à Administração Pública, travando o fluxo de recursos necessários à modernização da infraestrutura do país.

A adoção de tecnologia de Inteligência Artificial Regulatória (IAR) se constitui em resposta contundente, capaz de contornar o cipoal normativo e burocrático do Brasil. Atuando como uma “ponte de tradução”, a IAR tem cacife para transformar a nossa realidade caótica, em fluxos de dados previsíveis, reduzindo o chamado “Custo Brasil” e tornando o ambiente de negócios muito mais competitivo.

Cientes da relevância estratégica do tema, a FUNCEX – Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais e a JX IA Regulatória entabularam uma aliança única, destinada a universalizar o uso de IAR no país.

A FUNCEX é uma instituição privada, sem fins lucrativos, criada em 1976 para promover o comércio exterior brasileiro. Ela atua como um centro de inteligência de primeira grandeza, tem como uma de suas missões o desenvolvimento e a difusão de conhecimento na área de comércio exterior, ao tempo em que dispõe do maior banco de dados do setor para apoiar empresas e governos.

A JX é uma empresa brasileira disruptiva, que desenvolveu a mais completa e robusta plataforma de IAR do mercado, destinada a disponibilizar o mapa completo das Agências do Setor Regulatório. A plataforma da JX centraliza, estrutura e analisa todas as decisões, processos, normas e regulamentos de cada uma das Agências Reguladoras do país, transformando informações estratégicas em conhecimento plenamente acessível.

A parceria assinada entre a FUNCEX e a JX terá papel de destaque na redução dos riscos de investimentos de longo prazo no “país da segurança alimentar e da diversidade mineral”. Esta aliança ajudará a destravar a entrada de aportes bilionários de capital para a infraestrutura do Brasil, otimizando a geração de riquezas, emprego e renda.

 

Mauro Souza é engenheiro elétrico com pós-graduação em robótica e mestrado em telecomunicações. Atuou como gestor do SERPRO, diretor de tecnologia no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal) e diretor de tecnologia na Presidência da República. Foi presidente do Conselho de Modernização dos Correios, e diretor executivo de empresas nacionais e multinacionais. No momento é sócio fundador e CEO da Quantum Tecnologia, sócio e CEO da BX Analytics e CEO da JX Tecnologia e IA. Autor do livro “Política de Tecnologia da Informação no Brasil: um Caminho para o Século XXI”, foi professor de pós-graduação da Universidade Católica de Brasília e eleito IT Leader pelo International Data Group. Foi membro do Comitê Executivo do Governo Eletrônico (destinado a instituir a política de tecnologia da informação do Governo Brasileiro) e membro do Comitê Executivo para a Política de Segurança das Informações do Governo Federal.

 

Matheus é Advogado especializado em Direito Regulatório e contencioso estratégico cível, com foco no setor aquaviário. Mestre em Direito (LL.M., First Class) pela Universidade de Cambridge (King’s College) e Bacharel em Direito pela Universidade de Brasília. Possui formações adicionais na AI Policy Fellowship do Cambridge AI Safety Hub, em Direitos Humanos pela Humboldt-Universität zu Berlin e em Direito Internacional no The American Law and Language Program da Ohio State University.