Um passeio de rotina por um condomínio residencial em Sorocaba, no interior de São Paulo, se transformou em uma tragédia que deixou em alerta tutores de todo o país. O labrador Atlas, de apenas 1 ano, m*rreu após ingerir um fruto de Cycas revoluta, conhecida popularmente como cica, uma das plantas ornamentais mais tóx1cas para animais de estimação.
O pet estava na fase final para se tornar um cão-guia que ajudaria pessoas com deficiência visual. A tutora temporária do animal, Maria Júlia Cesarano, relatou a dor de perder o bicho por desconhecimento do risco. “Eu nunca soube que era uma planta tóx1ca”, desabafa.
A fatalidade interrompeu um ciclo de solidariedade, já que os filhotes do programa social de formação de cães-guia vivem com famílias voluntárias para aprender a conviver em sociedade antes do treinamento especializado.
Maria preparou a residência para receber o cão, mas não previa o perigo presente nas áreas comuns.
“Eu retirei as plantas consideradas tóxic4s do meu quintal. A única que permaneceu estava nas áreas comuns do condomínio. Nunca imaginei que ela pudesse matar”, relembra a voluntária. O acidente ocorreu de forma muito rápida enquanto o cão, ativo e acostumado a explorar ambientes, caminhava pelo espaço residencial.
Acostumado a passear com seu colete de identificação por diversos espaços públicos, o labrador passeava normalmente pelo condomínio quando encontrou a semente da cica caída no chão. Sem saber do perigo, a tutora não conseguiu evitar o contato a tempo, confundindo a estrutura com um elemento inofensivo da natureza local. A semente alaranjada e avermelhada acabou chamando a atenção do cão em formação.
Fonte: Metrópoles




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