Após as críticas contra a Argentina, o governo busca cobrar pelo acesso à saúde e à educação de estrangeiros

Após a onda de críticas contra a Argentina nas redes sociais depois da final da Copa do Mundo de 2026, o governo de Javier Milei voltou a discutir medidas para restringir o acesso gratuito de estrangeiros sem residência permanente aos serviços públicos de saúde e ao ensino superior. A proposta foi apresentada inicialmente na Legislatura da Província de Buenos Aires e poderá, futuramente, ser ampliada para todo o país.

O projeto foi protocolado pelo deputado provincial Agustín Romo, da La Libertad Avanza. A iniciativa prevê que estrangeiros que não possuam residência permanente passem a pagar pelo atendimento em hospitais públicos e pelos cursos de graduação em universidades provinciais. Segundo o parlamentar, a proposta busca priorizar os recursos financiados pelos contribuintes argentinos.

Em uma publicação nas redes sociais, Romo afirmou que estrangeiros que vivem, estudam e utilizam serviços públicos na Argentina, mas que criticam o país, não deveriam continuar recebendo esses benefícios gratuitamente. A declaração foi feita em meio ao debate gerado após manifestações de estrangeiros nas redes sociais durante e depois da decisão do Mundial.

Embora o projeto tenha sido apresentado apenas na Província de Buenos Aires, integrantes da Casa Rosada não descartam discutir uma medida semelhante em âmbito nacional.