O governo de Donald Trump monitora o agravamento da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e estuda a implementação de novas sanções contra autoridades do Brasil. O ministro Alexandre de Moraes é o foco principal da vigilância, embora outros membros da Corte também estejam sob análise da administração americana.
De acordo com uma alta fonte do Departamento de Estado, medidas restritivas já foram formuladas e aguardam autorização para serem adotadas. A palavra final sobre o tema pertence ao presidente Trump, que ainda não estabeleceu um cronograma oficial para a execução das sanções.
A atenção de Washington concentra-se na sessão extraordinária do STF agendada para terça-feira (15). Na ocasião, o plenário discutirá o relatório da Polícia Federal que apontou Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O julgamento pode abrir novos desdobramentos sobre a investigação, que já é alvo de questionamentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) quanto à sua validade.
O posicionamento e os votos de cada ministro durante o julgamento serão acompanhados por integrantes do governo dos Estados Unidos. O resultado da sessão é visto como um fator determinante para as próximas ações de Washington em relação aos magistrados brasileiros.
Entre os mecanismos avaliados está uma nova aplicação da Lei Global Magnitsky. O ministro Alexandre de Moraes já sofreu sanções baseadas nesta legislação em julho de 2025, resultando no bloqueio de bens sob jurisdição dos Estados Unidos e na proibição de transações financeiras com cidadãos e companhias norte-americanas.
Fonte: Conexão Política




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