Desconfiança no STF sobe 10 pontos e atinge 56%, diz pesquisa

Desconfiança de eleitores no STF cresce e chega a 56%, diz Quaest

O desgaste institucional da cúpula do Poder Judiciário atingiu um novo pico junto à opinião pública. Um levantamento do instituto Quaest indica que 56% dos eleitores brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF). O índice representa um salto expressivo de 10 pontos percentuais na comparação direta entre agosto e setembro de 2026, período marcado por turbulências e atritos internos entre os magistrados.

Como os eleitores avaliam a credibilidade da Corte

A percepção negativa sobre a mais alta instância judicial do país tornou-se amplamente majoritária. Além dos 56% que declaram não confiar no tribunal, outros 30% afirmam ter pouca confiança no STF. Em contrapartida, apenas 9% dos entrevistados dizem confiar muito na instituição, enquanto 5% não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

Confronto interno: postura de Mendonça é mais bem avaliada que a de Moraes

A pesquisa também mediu o sentimento dos cidadãos diante dos embates recentes na Corte. O cenário envolve a atuação do ministro André Mendonça, que atuou como relator do caso referente ao Banco Master e retirou o sigilo de relatórios da Polícia Federal. Esses documentos apontaram conexões entre o ministro Alexandre de Moraes e o controlador da instituição financeira.

Ao avaliar o comportamento dos magistrados diante do episódio, a maior fatia dos eleitores validou a conduta de Mendonça:

37% consideram que André Mendonça é quem age corretamente;
20% avaliam que nenhum dos dois magistrados tem postura correta;
16% entendem que Alexandre de Moraes age de forma correta;
2% acreditam que ambos agem corretamente;
25% não souberam ou não responderam.

Detalhes técnicos da amostragem

O estudo de opinião entrevistou 2.004 eleitores de forma presencial entre os dias 10 e 13 de setembro de 2026. A sondagem conta com margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-03607/2026 junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o levantamento demandou um investimento financeiro de R$ 314.628, financiado pelo Grupo Globo.