Em discurso inflamado durante ato de campanha em Joinville (SC), o senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificou seus ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e declarou que o ministro Alexandre de Moraes deveria deixar imediatamente o cargo. O parlamentar afirmou que o magistrado não tem mais legitimidade moral para exercer suas funções e o rotulou como a “laranja podre” da Suprema Corte, além de antecipar como pretende remodelar o tribunal caso chegue ao Palácio do Planalto.
Duras críticas ao Judiciário e projeções para o STF
Flávio sustentou que é urgente afastar Moraes do tribunal para resguardar a própria instituição. O senador também estendeu seus ataques a Flávio Dino, criticando o pedido de vista que paralisou a análise sobre um eventual inquérito contra Moraes — motivado por supostas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ele definiu Dino como um elemento de arrogância e deboche interno e assegurou que seu grupo político não permitirá novas nomeações semelhantes.
O foco das críticas também atingiu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em razão de um registro fotográfico em Londres, datado de abril de 2024, no qual o PGR aparece fumando charuto e bebendo uísque de alto padrão ao lado de Vorcaro. Na visão de Flávio, a cena ilustra um abismo entre as dificuldades enfrentadas pelo trabalhador brasileiro e os privilégios desfrutados por aliados do atual governo.
A meta de renovar a Suprema Corte
Com cinco vagas em perspectiva para o STF no próximo mandato presidencial — incluindo a cadeira deixada pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso em outubro de 2025, cuja indicação de Jorge Messias foi barrada pelo Senado em abril, somada a quatro aposentadorias compulsórias aos 75 anos —, o senador traçou o perfil que pretende emplacar. A prioridade, segundo ele, será a indicação de nomes com perfil conservador, posicionados contra as drogas e o aborto, e com visão favorável ao livre mercado.
Plataforma econômica e críticas a benefícios sociais
No setor produtivo, o parlamentar assegurou que iniciará a gestão desregulamentando a economia por meio da revisão de mil normas no primeiro dia de governo, além de implementar cortes de tributos e lançar o projeto “Minha Primeira Empresa”, voltado a jovens empreendedores.
Ao abordar os programas de transferência de renda, Flávio criticou o reajuste recente do Bolsa Família sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, classificando a iniciativa como uma tentativa ineficaz de barganha eleitoral. Para o candidato, a prioridade da população é o emprego formal, razão pela qual defende que os beneficiários que conseguirem trabalho mantenham o auxílio financeiro em caráter temporário durante a transição.
Endurecimento na segurança e palanque em Santa Catarina
As propostas para a segurança pública englobam o endurecimento penal, como a redução da maioridade penal para delitos graves, penas de até oito anos para crimes de roubo de celular e o enquadramento de organizações criminosas como grupos terroristas. Ele também sugeriu autorizar jovens de 16 anos a obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O evento, sediado no complexo Expoville e concluído com canções gospel e orações, contou com lideranças como o governador Jorginho Mello (PL), os concorrentes ao Senado Carlos Bolsonaro (PL) e Carol de Toni (PL), o postulante a vice-governador Adriano Silva (Novo) e a prefeita Rejane Gambin (Novo). Diante das cobranças de Jorginho por melhorias urgentes em trechos críticos da malha viária federal catarinense — incluindo o Morro dos Cavalos e as rodovias BR-101, BR-280, BR-470 e BR-282 —, Flávio assumiu o compromisso de destravar a infraestrutura do estado antes de seguir sua agenda rumo a Chapecó.





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