Fux e Mendonça pedem ajuda à PF para acessar dados de Vorcaro

Mendonça e Fux não conseguem acessar celular de Vorcaro e pedem ajuda à PF

Os ministros André Mendonça e Luiz Fux, integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), comunicaram à Polícia Federal (PF) que enfrentaram barreiras técnicas e não conseguiram abrir os arquivos extraídos do smartphone de Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master. A notificação formal ocorreu neste sábado (19).

Dificuldades técnicas e solicitação de perícia

Por meio de ofícios direcionados ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, os gabinetes dos dois magistrados relataram a impossibilidade de examinar o material repassado na última quinta-feira (17). Diante do impasse, ambos solicitaram suporte técnico especializado para viabilizar a visualização das informações.

Ao justificar a demanda, Mendonça destacou que o problema pode ter origem em falhas operacionais ou até mesmo em um possível defeito no suporte físico fornecido pela corporação. Com isso, o ministro requereu uma averiguação detalhada sobre a integridade da mídia. Fux apresentou um requerimento com teor similar para solucionar o bloqueio aos dados.

Apreensão na Operação Compliance Zero

Os arquivos em questão são cópias espelhadas do aparelho telefônico de Vorcaro, recolhido pelos agentes federais em novembro de 2025, durante a deflagração da primeira etapa da Operação Compliance Zero.

O envio dos documentos digitais atendeu a pedidos formais de Fux e Mendonça, que reivindicaram acesso irrestrito ao conteúdo da investigação. Antes dessa remessa, a PF já havia disponibilizado os mesmos registros aos ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. O material também se tornou alvo de pedidos apresentados por Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques.

Clima de tensão e mensagens vazadas

A discussão em torno das mídias se intensificou no STF após a divulgação pública de trechos de conversas retiradas do aparelho do empresário. Na sessão plenária da última terça-feira (15), Mendonça chegou a esclarecer que ainda não tinha analisado os documentos remetidos anteriormente ao seu gabinete porque a embalagem oficial permanecia totalmente lacrada.