Uma expressiva onda de desinformação direcionada ao senador Flávio Bolsonaro movimentou as redes sociais em um intervalo de apenas 55 horas. Ao todo, foram registradas 977,6 mil publicações e cerca de 8,5 milhões de interações, consolidando o episódio como o terceiro tema de maior engajamento no cenário político digital em 2026.
Origem do boato e distorção de projeto antigo
A narrativa enganosa teve início na noite de uma quarta-feira, impulsionada pelo influenciador Jeferson Monteiro, responsável pelo perfil “Dilma Bolada”. O conteúdo distorceu uma proposta legislativa arquivada ainda em 2008 para espalhar que o parlamentar pretendia revogar o status de Nossa Senhora Aparecida como padroeira oficial do Brasil.
O boato ganhou ainda mais visibilidade após ser mencionado ao vivo em um programa da GloboNews, onde uma comentarista citou uma suposta reação de líderes católicos. Diante do equívoco, o canal de notícias precisou veicular uma retratação formal horas depois durante a transmissão do Em Pauta.
Envolvimento da Secom e ação no TSE
Mesmo após o desmentido público, a propagação do conteúdo continuou recebendo incentivo de integrantes da administração pública. O coordenador-geral da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, George Marques, compartilhou uma mensagem orientando internautas a ignorarem o pedido de desculpas e manterem o assunto em circulação.
Diante da postura do servidor, a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro protocolou uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a prisão preventiva do integrante da Secom.
Determinação judicial e reação nas redes
O avanço das publicações fraudulentas motivou uma intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça ordenou a exclusão imediata de todas as postagens que continham as alegações falsas sobre o senador.
Com a ordem de remoção, os perfis alinhados ao governo recalcularam a estratégia discursiva nas plataformas. Para manter o engajamento elevado e o assunto em evidência, os militantes passaram a acusar o STF de praticar censura após a decisão judicial.


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