Erika Hilton é acusada de showmício após subir em palco de Jão

Guto Zacarias aciona TSE contra participação de Erika Hilton em show de Jão

A presença da deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) no show do cantor Jão, realizado na capital paulista para um público superior a 50 mil pessoas, virou alvo de contestação jurídica. O deputado estadual Guto Zacarias (Missão-SP) ingressou com uma representação na Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo contra a parlamentar, alegando a ocorrência de ato de campanha irregular.

Acusação de campanha antecipada e pedido de medidas

No documento encaminhado ao Ministério Público, Zacarias afirma que a estrutura do evento musical foi aproveitada como um palanque de autopromoção. Para o parlamentar, a conduta pode ser enquadrada como showmício irregular e eventual abuso de poder político, em função do grande alcance do espetáculo.

A iniciativa do deputado busca a instauração de investigação formal sobre o episódio e cobra a exclusão imediata dos conteúdos em vídeo que registraram a interação no palco, compartilhados nas redes sociais.

Regras do TSE para apresentações artísticas

A legislação em vigor impõe restrições severas ao envolvimento de artistas em contextos de propaganda partidária. De acordo com as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) descritas no Manual do Candidato, é expressamente vetada a realização de showmício ou eventos análogos — tanto em formato presencial quanto transmitidos pela internet — com o objetivo de promover postulantes a cargos públicos, havendo ou não cachê para a atração.

Defesa rebate acusação e nega cunho político

Durante a apresentação, Erika Hilton foi chamada pelo artista para subir ao palco na execução da faixa “Meninos e Meninas”. Em resposta aos questionamentos, a deputada rechaçou qualquer teor eleitoral no momento, sustentando que sua ida ao palco decorreu de uma relação pessoal de amizade com o cantor.

A congressista ressaltou que esteve presente na celebração como representante dos direitos da comunidade LGBT e convidada individual, sem vinculação com mandatos ou candidaturas. O caso segue para avaliação da Justiça Eleitoral, que decidirá sobre a procedência da representação.