A reprovação ao trabalho dos deputados federais e senadores supera com folga a aprovação popular. De acordo com um novo levantamento de opinião pública, 37% dos brasileiros classificam a atuação do Congresso Nacional como ruim ou péssima, ao passo que apenas 18% a consideram ótima ou boa. A maior fatia dos entrevistados, correspondente a 40%, define o desempenho legislativo como regular, enquanto 6% não souberam opinar.
Divergências por renda, gênero e preferência política
O índice de rejeição ao Parlamento oscila significativamente conforme o perfil demográfico e socioeconômico. A insatisfação atinge o patamar mais alto entre as pessoas de maior poder aquisitivo: na faixa salarial superior a cinco salários mínimos, 51% reprovam a atuação parlamentar. Em contrapartida, entre os cidadãos com rendimentos de até dois salários mínimos, a desaprovação recua para 30%.
Recorte de gênero e voto
Sob a ótica de gênero, os homens demonstram um olhar mais crítico do que as mulheres. Enquanto 43% do público masculino considera a atividade legislativa ruim ou péssima, a taxa entre o eleitorado feminino é de 32%.
No cenário político-partidário, a aprovação também varia. Entre os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 22% enxergam a atuação de deputados e senadores de forma positiva. Já no grupo de eleitores que declararam voto no senador Flávio Bolsonaro, a avaliação favorável cai para 15%.
Como as regiões do país avaliam deputados e senadores
A visão negativa sobre o Congresso prevalece em todas as regiões brasileiras. O Sudeste desponta com o maior descontentamento, somando 41% de ruim ou péssimo e 16% de ótimo ou bom. Logo depois aparecem Centro-Oeste e Norte, onde 38% desaprovam o Parlamento e 17% o aprovam.
Na região Sul, 36% dos entrevistados atribuem conceito negativo ao Legislativo, diante de 16% de avaliação positiva. Já o Nordeste registrou o índice mais brando de rejeição e o mais expressivo em aprovação: 32% reprovam o desempenho dos congressistas, enquanto 21% o avaliam como ótimo ou bom.
Metodologia do levantamento
A sondagem ouviu presencialmente 2.002 eleitores em 125 municípios de diversas regiões do país entre os dias 22 e 23 de setembro de 2026, com resultados divulgados em 26 de setembro. O estudo possui índice de confiança de 95% e margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos. Registrado sob o protocolo BR-00304/2026 junto ao Tribunal Superior Eleitoral, o projeto demandou investimento de R$ 307.641,60.


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