Brasil tem 25% dos trabalhadores com ensino superior

Trabalhadores com ensino superior chegam a 25% no Brasil

O mercado de trabalho brasileiro registrou uma transformação expressiva em seu perfil educacional nos últimos anos: um em cada quatro profissionais no país já possui diploma universitário. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o índice de trabalhadores com graduação completa atingiu 25,1% no segundo trimestre de 2026, contra 14,2% registrados no mesmo período de 2012.

Avanço da escolaridade e redução do analfabetismo

Em números absolutos, o contingente de mão de obra com ensino superior superou a marca de 25 milhões de pessoas, representando um salto de 13,1 milhões de indivíduos diplomados em relação a 2012. Paralelamente, o percentual de ocupados que não concluíram o ensino fundamental sofreu uma retração expressiva, caindo de 29,4% para 16%. Esse estrato, no entanto, ainda reúne 16,5 milhões de brasileiros, com maior concentração no Sudeste (6,2 milhões) e no Nordeste (4,8 milhões).

O levantamento também apontou um declínio significativo no grupo de trabalhadores sem instrução formal ou com menos de um ano de estudo, que encolheu de 3,4% para 1,4%, somando menos de 1,5 milhão de pessoas em 2026. Regionalmente, as maiores taxas de baixa escolaridade nessa faixa pertencem ao Nordeste (2,8%) e ao Norte (2,4%). Na divisão por unidades da Federação, Maranhão (3,7%) e Acre (3%) têm os índices mais altos, enquanto o Rio Grande do Sul apresenta o menor patamar nacional, com apenas 0,4%.

Desigualdades regionais e os estados em destaque

Apesar da evolução nos indicadores educacionais, persistem acentuados contrastes geográficos no território nacional. A proporção de trabalhadores graduados chega a 27,7% no Sudeste — região que abriga 12,73 milhões desses profissionais —, enquanto a Região Norte registra 19,5%.

No topo do ranking estadual, o Distrito Federal desponta com a maior concentração de graduados do país, somando 43,2% de sua força de trabalho e menos de 10% de trabalhadores com ensino fundamental incompleto. Em seguida aparecem São Paulo (29,8%), Paraná (27,3%) e Santa Catarina (27,1%). Na ponta oposta, o Pará exibe o índice mais modesto de profissionais com nível superior (15,6%) e lidera a taxa de trabalhadores sem fundamental completo (23,5%), cenário próximo ao observado no Piauí (23,4%).

Capitais superam a média nacional de graduados

A concentração de mão de obra altamente qualificada é ainda mais visível nas áreas metropolitanas: todas as 27 capitais brasileiras registraram índices superiores à média de 25,1% apurada no país. Em seis capitais, a parcela ultrapassa 40%, com destaque absoluto para Vitória (50,5%) e Florianópolis (50,4%), onde mais da metade da população ocupada possui formação universitária.

A ampliação do acesso ao ensino superior consolida uma mão de obra mais instruída no país, embora o ritmo de qualificação e as oportunidades de inserção profissional continuem desenhando cenários bastante heterogêneos entre as capitais e o interior das diferentes regiões brasileiras.