Flávio Bolsonaro acusa PT e CNBB de espalharem fake news

Flávio diz que fake news sobre Nossa Senhora teve ajuda de dentro da CNBB

Flávio Bolsonaro acusa PT e CNBB de espalharem fake news Senador alega articulação partidária na Igreja Católica sobre Nossa Senhora Aparecida; CNBB rebate acusações e STF derruba decisão do TSE. Confira.

Durante um ato de campanha em Goiânia, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou que integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) colaboraram com o Partido dos Trabalhadores na propagação de uma notícia falsa contra ele. O boato afirmava que o parlamentar pretendia retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Origem do boato sobre a Padroeira do Brasil

A polêmica ganhou força após um comentário televisivo resgatar uma proposta legislativa de 2007, de autoria do então deputado Professor Victório Galli, arquivada formalmente em 2008. Embora a emissora tenha feito uma retratação pública admitindo o equívoco e esclarecendo que o texto nunca pertenceu ao senador, o conteúdo continuou a ser replicado em massa nas plataformas digitais.

Flávio Bolsonaro sustentou que o PT comanda uma estrutura com recursos públicos para disseminar mentiras e declarou que acionará as autoridades para responsabilizar judicialmente os participantes por crimes eleitorais.

Divergência entre ministros do STF e do TSE

O episódio também provocou um embate judicial entre cortes superiores. Em decisão inicial, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acolheu o pedido da campanha do senador e determinou a remoção de mais de mil links com a falsa alegação, além de vetar uma postagem do humorista Antonio Tabet, sob pena de multa de R$ 30 mil.

Contudo, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a ordem do colega de toga e autorizou a manutenção da publicação. Dino considerou a restrição desproporcional e sem motivação adequada, pontuando que o texto de Tabet usava a expressão “família miliciana” sem citar nominalmente o candidato, o que impede a presunção automática de ofensa direta e preserva a liberdade de expressão.

CNBB rechaça acusações e reforça neutralidade

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