Na reta final para a votação do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, a corrida pelo Palácio do Planalto segue indefinida. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados no limite máximo da margem de erro em um novo levantamento de intenção de voto realizado a apenas três dias da abertura das urnas.
Cenário de primeiro turno: estimulada e espontânea
No levantamento estimulado, quando uma cartela com os nomes é apresentada aos entrevistados, Lula lidera numericamente com 43%, enquanto Flávio Bolsonaro concentra 39% da preferência. Na sequência aparecem Renan Santos (Missão), com 4%, empatados com 3% o escritor Augusto Cury (Avante) e o ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD). O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) marcou 1%, índice idêntico à somatória dos demais concorrentes (1%). Os que pretendem anular ou votar em branco chegam a 3%, mesma fatia dos indecisos ou que preferiram não opinar (3%).
Na pesquisa espontânea, situação em que o eleitor indica sua preferência sem consulta prévia de nomes, o candidato petista foi lembrado por 38% dos entrevistados, ao passo que o parlamentar do PL somou 34%.
Simulações de segundo turno revelam equilíbrio total
O equilíbrio entre as duas principais forças políticas se intensifica nas hipóteses de segundo turno. Em um duelo direto, Flávio Bolsonaro atinge 46% contra 45% de Lula, configurando empate técnico rigoroso. Nesse quadro, brancos e nulos totalizam 5% e indecisos são 4%.
Lula também foi confrontado com outros postulantes em simulações adicionais:
- Lula 45% x 43% Ronaldo Caiado: empate no limite da margem de erro;
- Lula 45% x 44% Augusto Cury: empate técnico na margem;
- Lula 45% x 40% Romeu Zema: vitória do petista fora da margem de erro;
- Lula 45% x 38% Renan Santos: vantagem consolidada do atual mandatário.
Recortes demográficos, geográficos e avaliação da gestão
O perfil dos eleitores expõe contrastes acentuados de renda, geografia e crença religiosa. O candidato petista obtém larga vantagem no Nordeste (62% a 26%), entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos (56%) e na comunidade católica (49% a 33%).
Por outro lado, o representante do PL sustenta ampla dianteira na região Sul (52% a 27%), no Centro-Oeste (45% a 32%) e lidera entre os evangélicos (52% a 31%).
Quanto à avaliação da administração federal, 52% reprovam o governo, enquanto 46% expressam aprovação. No quesito rejeição, ambos os concorrentes registram índice idêntico: 49% dos consultados afirmaram que não votariam neles em nenhuma hipótese.
Ficha técnica da amostragem
O estudo estatístico coletou informações de 2.000 entrevistados entre 26 e 30 de setembro de 2026, com questionários aplicados por telefone por meio de agentes humanos. O nível de confiança estipulado é de 95%, com margem de erro calculada em dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento consta no registro do Tribunal Superior Eleitoral sob a inscrição BR-09503/2026.


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