O município de Orizona, no sudeste goiano, prepara-se para sediar a Festa da Cachaça de Orizona 2026 entre os dias 19 e 22 de novembro. Com realização no Parque de Exposições Médico Veterinário José Geraldo da Silva, o evento celebra a vocação secular da cidade e promove os produtores locais. A abertura oficial no dia 19 será voltada exclusivamente a convidados, enquanto a visitação aberta ao público geral, com entrada gratuita, ocorre de sexta-feira (20) a domingo (22).
Programação musical e atrações para a família
O festival estruturou uma grade de shows com apresentações que vão do sertanejo aos ritmos de baile. Na sexta-feira (20), o palco recebe Flávia Ventura e o grupo O.Z.4. Já no sábado (21), a animação fica por conta da cantora Kamilla Maria e da formação Os Feras do Bailão, acompanhados de Gilsinho dos Teclados e Edinho Sanfoneiro. O encerramento, no domingo (22), traz os shows de Eduardo Melo e da dupla Paschoal & Capella.
Pensado para atrair públicos de todas as idades, o complexo também oferecerá opções de entretenimento infantil e lazer familiar, incluindo fazendinha interativa, parque de diversões, a atração Trator Furacão e o espaço recreativo Mini Chef.
Espaço Vila das Cachaças e o selo do INPI
Um dos pontos centrais da feira será a Vila das Cachaças, ambiente planejado para aproximar visitantes e mestres alambiqueiros. O local funcionará como uma vitrine para degustação e comercialização direta dos diferentes rótulos produzidos na região, diminuindo os intermediários e valorizando a economia local.
O encontro deste ano ganha relevância adicional devido à conquista histórica obtida em dezembro de 2025: a concessão da Indicação de Procedência emitida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Esse reconhecimento oficial atesta que a reputação e as propriedades da bebida estão diretamente ligadas à sua origem geográfica, impulsionando a competitividade do produto no mercado nacional.
Herança histórica e tradição dos alambiques
A relação de Orizona com o destilado artesanal começou por volta de 1840, logo no início da formação do povoado. Na época, famílias migrantes de Minas Gerais desembarcaram na região e introduziram técnicas de destilação repassadas de pai para filho ao longo das décadas.
O auge numérico do setor ocorreu por volta dos anos 1930, quando a localidade chegou a registrar cerca de 150 propriedades rurais envolvidas na atividade canavieira. Mesmo com raízes tão profundas, a cadeia produtiva moderna ainda atua para vencer barreiras de distribuição e consolidar a bebida como patrimônio cultural e econômico do Estado de Goiás.


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