Paulo César Baruk nega verba federal e explica contratos

Paulo César Baruk nega recebimento de verbas federais e defende contratos com prefeituras

O cantor gospel Paulo César Baruk e sua esposa, a artista Rebeca Nemer, vieram a público para rebater acusações que ganharam força nas redes sociais envolvendo verbas públicas e opiniões políticas. O casal refutou insinuações de que haveria ligação entre declarações públicas de Rebeca e acordos artísticos celebrados por Baruk, além de esclarecer como funcionam as apresentações financiadas por municípios.

Negativa de repasses federais e custos de produção

Em nota oficial, Baruk negou categoricamente a entrada de qualquer montante direto vindo da União. Ele explicou que suas apresentações em praças públicas decorrem de contratações com prefeituras, devidamente formalizadas e comuns no meio cultural para shows abertos à população.

O artista também destacou que divulgar valores globais de contratos como se fossem renda individual representa uma distorção da realidade. De acordo com o comunicado, a quantia total empenhada em eventos públicos cobre uma ampla estrutura operacional, que envolve músicos de apoio, técnicos de som e luz, logística, transporte, hospedagem, alimentação e o pagamento de impostos.

Independência partidária e ativismo social

Diante das alegações de que haveria motivação ideológica nas contratações, o cantor reforçou que sua atividade profissional é neutra e não depende da linha política das gestões que solicitam seus serviços. Segundo ele, sua presença nos eventos é estritamente voltada à música.

O posicionamento de Rebeca Nemer também foi defendido na manifestação. O texto esclarece que ela não exerce militância político-partidária e que suas falas refletem uma trajetória de mais de vinte anos dedicada a causas humanitárias, com destaque para a inclusão de pessoas surdas e a proteção dos direitos das crianças.

Solidariedade no meio cristão e ausência de provas

O casal manifestou tristeza com os ataques e o tom hostil recebido nos ambientes digitais, inclusive vindo de setores da própria comunidade evangélica. Em meio à repercussão, líderes religiosos conhecidos, como os pastores Carlos Bezerra Jr. e Ed René Kivitz, publicaram mensagens de apoio aos artistas.

Vale ressaltar que nenhuma comprovação documental foi apresentada para sustentar a tese de favorecimento ou conexão entre as manifestações sociais de Rebeca e os cachês recebidos pela banda de Baruk em eventos municipais.