O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou diretrizes de sua campanha eleitoral durante sabatina realizada nesta sexta-feira (16). Entre as principais propostas, o parlamentar defendeu uma alteração na legislação para vetar mandatos consecutivos no Palácio do Planalto e rebateu questionamentos sobre a área fiscal e benefícios sociais.
Fim da reeleição e embate econômico
Flávio afirmou que pretende apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com o objetivo de extinguir a reeleição para o cargo de presidente da República. Ao comentar a iniciativa, declarou que necessita de apenas um período de quatro anos para governar o país.
No campo econômico, o candidato rechaçou qualquer plano de diminuir o salário mínimo, aplicar cortes em aposentadorias ou reduzir os investimentos constitucionais em saúde e educação. O senador acusou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criar narrativas alarmistas para distorcer suas metas financeiras. Segundo o parlamentar, o adversário teria utilizado R$ 350 bilhões com foco na disputa eleitoral, sustentando ainda que a saída da atual gestão representaria a principal medida de equilíbrio das contas públicas.
Combate às facções e pacto internacional
Na segurança pública, Flávio prometeu tolerância zero contra organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A estratégia inclui enquadrar formalmente tais grupos como organizações narcoterroristas, intensificando a resposta estatal.
O plano prevê também a integração do Brasil ao Escudo das Américas, iniciativa multinacional focada em segurança, articulação política e cooperação militar constituída no início de 2026 pelos Estados Unidos.
Escala de trabalho e críticas ao Judiciário
Questionado sobre as discussões em torno da jornada de trabalho no modelo 6×1, o senador declarou ter reformulado seu posicionamento inicial após dialogar diretamente com trabalhadores durante viagens pelo país. O postulante garantiu que sua gestão assegurará o cumprimento integral das normas trabalhistas vigentes.
O candidato do PL também direcionou críticas à Suprema Corte, com ênfase na conduta do ministro Alexandre de Moraes. Flávio apontou o que chamou de excessos judiciais e colocou sob suspeita a neutralidade do magistrado em decisões do tribunal.
Definições sobre a equipe de governo
Ao abordar a composição de seu eventual ministério, Flávio descartou a escolha do irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, para o comando do Ministério das Relações Exteriores. Além disso, informou que não faz parte de seus planos nomear o ex-presidente Jair Bolsonaro para cargos no primeiro escalão de uma futura administração.



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