Van Hattem: Senado terá impeachment de Moraes com Lula ou Flávio

Van Hattem diz que Senado irá abrir impeachment de Moraes com Lula ou Flávio no Planalto

O resultado da disputa pelo Palácio do Planalto não irá paralisar as articulações para a abertura de um processo de destituição contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é do senador eleito Marcel Van Hattem (Novo-RS), que garantiu o andamento da investida legislativa independentemente de uma eventual vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou do senador Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.

Processo contra ministros independe do Executivo

Segundo Van Hattem, os parlamentares alinhados à pauta já construíram a maioria necessária e não vão retroceder na promessa de reequilibrar os Poderes da República. O parlamentar ressaltou que a apuração de supostos crimes comuns ou de responsabilidade deverá alcançar não apenas Moraes, mas qualquer magistrado da Corte que tenha ultrapassado os limites constitucionais durante o exercício do cargo.

O congressista afirmou ainda que a iniciativa reflete diretamente o desejo do eleitorado manifestado nas urnas. Para ele, existe uma pressão popular ativa para que os senadores recém-eleitos mantenham a coerência e cumpram o compromisso de fiscalizar os membros do Judiciário.

Bancada pró-impeachment e a matemática no Senado

Apesar da convicção manifestada pelos defensores da medida, o avanço definitivo de um julgamento desse porte exige um quórum altamente expressivo na Câmara Alta.

Entre os 54 parlamentares vitoriosos no pleito para o Senado em 2026, 32 já declararam apoio à abertura de processos contra ministros do STF. Esse contingente se soma a outros 17 senadores remanescentes que defendem a mesma linha de atuação, formando uma base preliminar de 49 votos favoráveis ao impedimento na próxima legislatura.

Quórum constitucional para aprovação

Para consumar a perda de cargo de um ministro do Supremo, a legislação exige o apoio de dois terços dos integrantes da Casa. Diante da composição total de 81 cadeiras, são indispensáveis 54 votos em plenário, o que significa que o grupo ainda precisará angariar novas adesões para consolidar o número mínimo estipulado pela Constituição Federal.