As recentes revelações trazidas pela entrevista da empresária e lobista Roberta Luchsinger à CNN Brasil provocaram um forte abalo nas projeções internacionais para o segundo turno da eleição presidencial brasileira. Na plataforma de apostas e previsões Polymarket, a probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) disparou, alcançando a marca de 81% (com cotações de compra em até 81,3%).
Em contrapartida, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viu as suas chances na mesma plataforma recuarem para 19%. O mercado de apostas, que já movimenta dezenas de milhões de dólares na disputa presencial do Brasil, reagiu imediatamente à escalada de denúncias envolvendo o núcleo próximo do atual governo.
A oscilação acentuada ocorreu poucas horas após a divulgação do depoimento no qual a lobista — investigada na Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS — afirmou que o filho do presidente, Lulinha, participava de reuniões frequentes com ministros para tratar de pautas governamentais, além de manifestar o seu desejo de firmar uma delação premiada.
Embora o Polymarket reflita a expetativa e o sentimento de investidores e apostadores em tempo real — e não uma amostragem científica de intenção de voto como as pesquisas eleitorais tradicionais —, o movimento sinaliza um forte impacto de imagem sofrido pela candidatura governista na reta final do pleito.



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