Mendonça relata ação de Lula para abrir sigilos no TSE

Mendonça vai relatar pedido de Lula para abrir sigilos do petista e de Flávio

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, foi designado como relator da solicitação apresentada pelos advogados de Luiz Inácio Lula da Silva para quebrar e tornar públicos os dados fiscais e bancários do ex-presidente e de seu opositor, Flávio Bolsonaro (PL).

Origem da ofensiva jurídica e envio aos tribunais

A medida protocolada nesta terça-feira formaliza uma provocação feita durante o debate promovido pela TV Band. Na ocasião, o líder petista manifestou a intenção de exibir seus próprios registros sigilosos e de pessoas próximas, desafiando o parlamentar a adotar a mesma postura de transparência perante o eleitorado.

Diante do impasse estabelecido no encontro televisivo, a equipe jurídica da campanha decidiu acionar simultaneamente tanto o TSE quanto o Supremo Tribunal Federal (STF) para oficializar a solicitação.

Informações disponibilizadas pela defesa de Lula

A petição inicial compreende a autorização para expor registros bancários e dados telefônicos acumulados ao longo dos últimos oito anos. O consentimento informado pela defesa inclui diretamente o petista, a socióloga Janja e os cinco filhos do ex-presidente: Lurian Cordeiro, Marcos Cláudio, Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Cláudio Lula da Silva.

Segundo a argumentação dos representantes de Lula, a abertura irrestrita das contas e movimentações de ambos os lados é fundamental para que a população possa checar a idoneidade financeira dos concorrentes antes do comparecimento às urnas.

Familiares de Flávio Bolsonaro incluídos no requerimento

Para manter a paridade da cobrança, a peça jurídica requer que o adversário político concorde com o escrutínio público de suas finanças e de seu círculo familiar imediato. O pedido direcionado a Flávio abrange a sua esposa, Fernanda Bolsonaro, os pais do congressista, Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro, além dos irmãos Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não consta no rol de alvos do pedido de quebra de sigilo por não possuir vínculo de parentesco direto com o senador do PL.