“A ciência abriu meus olhos para a existência de Deus”, diz cientista ex-ateu

O cientista Michael Guillen, que foi ateu durante a juventude, testemunhou como sua própria trajetória acadêmica o levou a reconsiderar sua visão sobre Deus.

Durante o doutorado em física, matemática e astronomia na Universidade Cornell, ele vivia totalmente dedicado à ciência.

“Eu passava 20, 21 horas por dia no meu laboratório no porão”, contou ao The Daily Mail.

Ele descreveu o período como “uma criança em uma loja de doces” e reconheceu: “Se você olhar fotos minhas daquela época, eu tinha uma aparência bem desleixada.”

Guillen afirmou que sua dedicação era extrema: “Tornar-se cientista era algo totalmente absorvente. Quem passa de 20 a 21 horas por dia em um laboratório básico, sem janelas, por anos a fio e sem vida social? Eu mal cuidava da minha aparência. Mal me alimentava. Quem faz isso? Era uma obsessão.”

Leitura da Bíblia

Apesar do foco na ciência, ele começou a questionar se ela poderia responder a todas as questões da vida.

Um ponto de virada ocorreu quando uma colega o desafiou a ler a Bíblia com ela. “Ela disse algo que mudou minha vida para sempre. Ela disse: ‘Eu também não li a Bíblia; se você a ler, eu leio com você’’” relatou.

Ele respondeu: “E eu pensei: bem, eu não me importo com a Bíblia, mas me importo com essa garota.”

A partir daí, ele iniciou uma jornada espiritual que culminou em sua fé cristã.

Limites na ciência

Segundo Guillen, essa mudança não aconteceu de forma repentina, mas gradual, à medida que percebia limites na própria ciência.

Ele concluiu que “a ciência moderna postula que a maior parte da realidade não é visível, não é lógica e não é imaginável.”

Esse entendimento também é refletido em seu novo documentário “O Invisível Está em Toda Parte: Acreditar É Ver”, lançado nesta quarta-feira (08).

Ele integra um conjunto crescente de obras em que acadêmicos defendem que ciência e religião não são incompatíveis, mas parceiras na busca por respostas aos grandes mistérios da vida.

O documentário acompanha a trajetória de Guillen – da curiosidade na infância ao ateísmo convicto na juventude e, por fim, à fé cristã.

Fonte: Guiame