A repercussão internacional para incêndio na COP30

Um incêndio foi registrado nesta quinta-feira (20) no Pavilhão do Países, uma das áreas da Zona Azul da COP30, em Belém (PA). Os primeiros relatos do problema aconteceram pouco depois das 14h e a situação foi controlada em cerca de 30 minutos. Ninguém ficou ferido.

Todas as pessoas que estavam na Zona Azul receberam ordem da segurança para deixar o espaço. A medida significa a paralisação dos trabalhos da COP30. A Zona Azul, também chamada de Blue Zone, é o principal espaço da Conferência do Clima. Ela é a área onde estão as salas onde se reúnem os negociadores e ministros.

Repercussão internacional

O incêndio que atingiu o pavilhão central onde ocorrem as negociações na COP30, na tarde de hoje, ganhou rápida repercussão internacional. O francês Le Figaro destacou que milhares de pessoas foram evacuadas e que bombeiros foram enviados ao local. Já o americano Barron’s afirmou que participantes correram “em pânico” até as saídas. As chamas já foram controladas, mas ainda não se sabe a causa do incêndio.

O The Guardian realçou o ocorrido na cobertura em tempo real da convenção, com destaque no portal. “Em áreas mais distantes do incêndio, alarmes interromperam as discussões da tarde, enquanto os participantes eram solicitados a deixar o local. A fumaça que saía das estruturas temporárias podia ser vista pelas multidões de pessoas que evacuaram o local”, escreveu o veículo.

O El País relatou que o fogo começou em uma área próxima aos escritórios espanhóis, deixando um forte cheiro de fumaça. Na Colômbia, o Caracol Radio ressaltou que os agentes de segurança isolaram a área rapidamente e que a equipe da ONU tentou “lidar com a emergência usando extintores de incêndio para tentar conter o fogo”.

Críticas da ONU à estrutura em Belém

Há uma semana, a Organização das Nações Unidas (ONU) cobrou ao governo brasileiro uma reação rápida para solucionar falhas de segurança e problemas estruturais. A demanda foi feita em uma carta enviada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) a Rui Costa, ministro da Casa Civil (que coordena as atividades relacionadas à cúpula), e a André Corrêa do Lago, presidente da conferência.

No documento, o secretário-executivo Simon Stiell relata que a tentativa de invasão ocorrida na noite de terça-feira (11), quando um grupo estimado em 150 ativistas entrou no pavilhão, deixou feridos, causou danos e expôs “brechas graves” no controle do evento.