O regime ditatorial do Irã não se dá por vencido. O aiatolá Alireza Arafi foi “eleito” ditador interino do Irã. A escolha ocorre um dia após a morte do líder supremo Ali Khamenei, durante ofensiva ao território iraniano coordenados entre os Estados Unidos e Israel.
Neste domingo, 1º, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reapareceu e classificou o ataque como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”. Ele ainda afirmou que a República Islâmica tem o “direito e o dever legítimo” de reagir. O cenário se agrava em meio a uma nova troca de ataques na região e a advertências públicas do presidente americano, Donald Trump.
A morte de Khamenei foi confirmada no sábado (28), pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou o líder iraniano como “uma das pessoas mais malignas da história”.
Arafi assumirá a chefia do chamado Conselho de Liderança, órgão temporário encarregado de conduzir o processo de escolha do novo comandante máximo do país. Ele foi indicado como membro jurista do conselho, estrutura que passa a exercer as funções atribuídas ao líder supremo até que a Assembleia de Peritos defina um sucessor permanente.
A escolha de Arafi foi feita por integrantes do Conselho de Discernimento do Interesse do Estado, uma das instâncias centrais do complexo arranjo institucional iraniano. O novo ditador interino também integra o Conselho dos Guardiões, colegiado responsável por supervisionar leis e eleições no país.
O sistema político iraniano combina lideranças eleitas, clérigos nomeados e chefes militares, com conselhos não eleitos exercendo influência decisiva sobre os rumos do Estado. No topo dessa estrutura estava Ali Khamenei, nomeado de forma vitalícia em 1989 pela Assembleia dos Peritos, posição que lhe garantia autoridade máxima sobre as esferas política, religiosa e militar.


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