Alerta mundial: explosão de casos de HIV faz Fiji declarar emergência nacional

Um alerta de saúde pública acaba de ganhar repercussão mundial. Fiji declarou emergência nacional por HIV após registrar 2.016 novos diagnósticos em 2025, o maior número anual da história do país e um crescimento de 27% em relação a 2024.

A situação é especialmente preocupante entre os jovens. Pessoas de 20 a 24 anos concentraram 646 casos, equivalentes a 32% de todos os diagnósticos registrados no ano. Cinco anos atrás, a estimativa era de uma pessoa adulta vivendo com HIV a cada 167 habitantes. Agora, a proporção chegou a uma em cada 60.

O país também registrou 67 diagnósticos em crianças, sendo 56 relacionados à transmissão da mãe para o bebê. Ao todo, 117 mortes associadas ao HIV foram contabilizadas em 2025. Em 67 situações, a pessoa recebeu o diagnóstico e morreu no mesmo ano, sinal de que parte das infecções está sendo descoberta tardiamente.

A crise é impulsionada pela transmissão sexual, pelo compartilhamento de agulhas e seringas no uso de drogas injetáveis, pelo acesso insuficiente ao tratamento e pelo medo da discriminação. O preconceito ainda afasta muitas pessoas da testagem e dos serviços de saúde.

É importante esclarecer que um novo diagnóstico não significa necessariamente uma infecção recente. A pessoa pode viver durante anos com o vírus sem saber. O crescimento dos registros também pode refletir a ampliação da testagem, mas os dados de Fiji confirmam que novas transmissões também estão aumentando.

O Brasil não declarou emergência semelhante. Ainda assim, foram notificados 39.216 casos de HIV no país em 2024, reforçando a importância da prevenção, da PrEP, da PEP, do uso de preservativos e da testagem regular.

Com tratamento adequado, pessoas com HIV podem viver com saúde e manter a carga viral indetectável. Quem está indetectável não transmite o vírus por via sexual. Informação protege; preconceito coloca vidas em risco.