A Anvisa rebateu publicamente a pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ, e manteve as restrições ao uso compassivo da polilaminina, substância experimental testada contra lesões na medula espinhal.
Em vídeo publicado nas redes sociais em 21 de outubro de 2026, Tatiana, principal pesquisadora da substância, criticou as regras. “Tudo depende de uma correria louca, que poucas pessoas conseguem cumprir”, disse, segundo o g1. Ela defende o acesso para lesões completas em qualquer altura da medula, inclusive no pescoço.
Segundo a Folha de S.Paulo, a agência contabiliza 119 aplicações por uso compassivo e nove mortes. O laboratório Cristália, fabricante, informa 111 aplicações, confirma os nove óbitos e diz que eles não tiveram relação com o produto. Até abril, pacientes com lesão de até três meses podiam ser autorizados. Agora, só entram lesões de até 72 horas, entre as vértebras T2 e T10, como no protocolo do estudo clínico.
Em nota de 22 de outubro, a Anvisa disse que não há dados de segurança confiáveis, que os pacientes não estão sendo acompanhados e que o estudo de fase 1, aprovado em janeiro de 2026, ainda não começou. Um painel com representantes do CFM, neurologistas e neurocirurgiões recomendou, por unanimidade, não ampliar o uso. O Cristália manifestou apoio à agência.
É importante entender que a polilaminina não tem registro e sua eficácia e segurança ainda não foram comprovadas em estudo clínico. Os dados apresentados até agora vêm de uso compassivo, sem grupo de comparação, e não servem como prova de que a substância funciona.
Fonte: thehealth.brief


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