Bolsa brasileira despenca mais de 17% e registra maior queda em quase 3 décadas

O mercado financeiro brasileiro enfrenta uma das maiores turbulências de sua história nesta segunda-feira (26). O Ibovespa chegou a despencar 17,34%, atingindo 169.516 pontos durante a manhã, em uma reação à reeleição do presidente brasileiro. A queda intradiária superou os 17%, colocando o índice diante da possibilidade de registrar seu pior desempenho diário desde 1998.

A intensidade do movimento levou a B3 a acionar o circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020, suspendendo as negociações por 30 minutos. O mecanismo foi ativado após uma queda superior a 10% na abertura do pregão, em meio à forte pressão vendedora e às incertezas dos investidores sobre o futuro da política econômica brasileira.

A instabilidade também atingiu o câmbio. O dólar chegou a disparar mais de 12%, alcançando aproximadamente R$ 5,60, enquanto ações de grandes companhias brasileiras sofreram perdas expressivas. Empresas como Magazine Luiza, C&A e B3 chegaram a registrar desvalorizações superiores a 40% durante a sessão.

Diante da volatilidade, o Tesouro Nacional cancelou leilões programados de títulos públicos prefixados e indexados à inflação, enquanto os juros futuros registraram forte alta, refletindo a deterioração das expectativas do mercado.

O movimento ocorreu após o resultado das eleições presidenciais de domingo (25), que contrariou as expectativas de parte dos investidores. A reação evidencia a preocupação do mercado com a trajetória das contas públicas, a condução da política fiscal e as perspectivas para os próximos anos.

Com o pregão ainda em andamento, a dimensão definitiva das perdas permanece indefinida. O episódio já representa, porém, um dos momentos mais expressivos de instabilidade financeira do Brasil nas últimas décadas.