Uma reformulação profunda na organização do futebol nacional está em andamento. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou uma proposta para estabelecer uma grade fixa de dias e horários para as Séries A e B do Campeonato Brasileiro, com o intuito de acabar com a sobreposição de confrontos e criar uma rotina mais previsível para os torcedores.
Como funcionará a nova divisão de dias e horários
O plano apresentado a federações e dirigentes prevê uma separação clara entre as duas principais divisões nacionais durante os fins de semana. A Série A terá o domingo como sua principal vitrine, mantendo as 16h como horário-âncora das rodadas. Durante os dias úteis, o foco será a “Super Quarta”, que concentrará até seis partidas em uma mesma noite.
Já a Série B passará a ter o sábado como dia central, destacando uma faixa nobre às 18h com três partidas simultâneas. Nos meios de semana, a segunda divisão terá duelos distribuídos entre terça e quinta-feira, nos horários de 19h30 e 21h. O plano estabelece ainda quatro janelas exclusivas para a Série B, evitando concorrência direta de audiência com a elite nacional.
Horários cortados e negociação com transmissões
Para simplificar o acompanhamento do torcedor e padronizar o calendário, a entidade planeja eliminar algumas faixas tradicionais de exibição. Entre os cortes previstos estão:
• Fim definitivo das partidas às 19h nos dias úteis;
• Extinção dos jogos realizados nas noites de domingo;
• Fim de horários fragmentados sem planejamento unificado.
Apesar da aprovação inicial por parte dos clubes, o formato ainda não tem data confirmada para vigorar. A aplicação prática depende de rodadas de negociação com os canais e plataformas detentores dos direitos de transmissão. O objetivo central é unificar a linguagem de exibição do torneio em rede aberta, fechada e streaming.
Redução de estrangeiros e cota obrigatória para o sub-23
A reunião também selou mudanças regulatórias para as próximas temporadas. A partir de 2027, haverá um endurecimento progressivo no limite de atletas estrangeiros relacionados por partida, caindo do teto atual de nove para:
• 2027: 8 jogadores;
• 2028: 7 jogadores;
• 2029: 6 jogadores;
• 2030: 5 jogadores.
A determinação contou com a oposição apenas de Flamengo, Bahia e Londrina. Em paralelo, a entidade determinou que as equipes incluam uma cota mínima de jovens da categoria sub-23 em suas listas de 50 atletas inscritos na temporada. A exigência começará com 20 promessas em 2027 e chegará a 25 jogadores até 2030.
A iniciativa busca equilibrar o mercado interno após diagnósticos apontarem uma redução significativa de minutagem para jovens talentos nacionais em contrapartida à expansão contínua de contratações internacionais pelas agremiações da elite.






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