Um soldado maranhense que atua como voluntário na guerra entre Ucrânia e Rússia teve parte da perna esquerda amputada depois de pisar em uma mina-borboleta durante uma missão.
A informação foi confirmada pela família de Rafael Paixão, de 26 anos, que é natural de Imperatriz, no Maranhão. Segundo a mãe do jovem, Neila Paixão, após o incidente, o filho precisou se arrastar por cerca de nove quilômetros para conseguir socorro.
As minas-borboleta são um tipo de mina terrestre, de 7 a 10 centímetros de largura, cujo formato lembra uma borboleta. Elas são proibidas por leis internacionais e podem ferir ou até matar pessoas indiscriminadamente.
De acordo com a família de Rafael, ele fez uma ligação do hospital onde está internado ontem (2). Os parentes afirmam que o quadro é estável, mas que o soldado passou por uma cirurgia delicada de amputação de parte da perna, do joelho para baixo.
Desaparecimento
Durante um período de mais de 20 dias, o maranhense chegou a ficar incomunicável, o que levou a boatos e fake news sobre sua morte. A informação foi desmentida pelo próprio Rafael, em chamada recente à família.
Em entrevista, a mãe de Rafael conta que ele foi influenciado a se voluntariar pelos colegas que conheceu na Holanda e que acabou aceitando participar dessa missão. A família chegou a enviar e-mails ao governo da Ucrânia e tinha reuniões agendadas com autoridades brasileiras para tentar obter informações enquanto Rafael estava desaparecido.



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